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22° Cine Ceará
Por Wolney Oliveira. Diretor Executivo do 22º Cine Ceará.
Américas do Sul e Central, Mar do Caribe, Espanha e Portugal: o mundo ibero-americano está em festa de cinema. Começa o 22° Cine Ceará, trazendo até Fortaleza criações cinematográficas inéditas de ambos os lados do Atlântico. São mais de duas décadas ininterruptas de empenho e valorização da indústria audiovisual brasileira – e desde os últimos sete anos, também da cinematografia ibero-americana – nas quais o festival vem se consolidando como umas das principais vitrines de cinema do país.
Este ano, com uma seleção bem diversificada, o festival traz para concorrer ao Troféu Mucuripe produções da Argentina, do Brasil, do Chile, do Equador, da Espanha, da Guatemala e do México, na Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem. Filmes que transitam por histórias íntimas, tecidas pela música, pela poesia e pela dança, e com narrativas que vão do lírico ao humor negro.
Trabalhos de várias regiões do Brasil, na Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem, representam os Estados do Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Mostras e exibições especiais homenageiam clássicos da produção nacional e destacam também o talento local tanto de jovens diretores como dos já consagrados.
Esta edição encontrou seu tema geral nas “lutas sociais na América Latina”. Há exatos 70 anos, quatro jangadeiros cearenses foram imortalizados em celuloide por Orson Welles, na mesma Praia de Mucuripe onde hoje recebemos os nossos realizadores. Em 1941, esses humildes heróis viajaram de Fortaleza para o Rio de Janeiro numa frágil jangada para reclamar com Getúlio Vargas pela aposentadoria dos pescadores. Reconhecidos pela lente de um estrangeiro, Jacaré, Tatá, Mané Preto e Mestre Jerônimo, os corajosos tripulantes da jangada São Pedro, entraram na história do cinema e das lutas dos trabalhadores.
Nosso século abriu com fortes conflitos no mundo todo. Nosso Continente ainda se debate com problemas que remontam à conquista de América. As lutas sociais têm se transformado com a marcha da história, num mundo que muda com a velocidade das novas tecnologias. Os cineastas engajados nessa batalha, nessa guerra por outros meios, revelam nosso mundo como vivência e memória, e também como futuro. Um futuro mais pleno para América Latina.
O Festival se orgulha em receber parceiros e convidados, colegas e amigos, para a nossa 22ª edição. Bem-vindos a Fortaleza, desfrutemos desse cinema poucos graus abaixo da Linha do Equador.
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22° Cine Ceará
Por Wolney Oliveira. Director Ejecutivo del 22º Cine Ceará.
Américas del Sur y Central, Mar Caribe, España y Portugal: el mundo iberoamericano del cine está de fiesta. Comienza la 22ª edición del Cine Ceará, trayendo hasta Fortaleza lo más inédito de las creaciones cinematográficas de ambos lados del Atlántico. Son más de dos décadas de empeño y valorización de la industria audiovisual brasileña —y desde los últimos siete años, también ibero-americana— en las cuales el festival se ha consolidado como unas de las principales vitrinas de cine del país.
Este año, con una selección bien diversificada, el festival trae a competir por el Trofeo Mucuripe producciones de Argentina, Brasil, Chile, Ecuador, España, Guatemala y México, en la Muestra Competitiva Iberoamericana de Largometrajes. Películas que transitan por historias íntimas, tejidas a través de la música, la poesía y la danza, y narrativas que van de lo lírico al humor negro.
Trabajos de varias regiones de Brasil, en la Muestra Competitiva Brasileña de Cortometrajes, representan a los estados de Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul y São Paulo. Muestras y exhibiciones especiales hacen homenaje a clásicos de la producción nacional y destacan también el talento local, tanto de los directores jóvenes como de los ya consagrados.
Esta edición encontró su tema general en las “Luchas Sociales en América Latina”. Hace exactos 70 años, cuatro jangadeiros, pescadores cearenses, fueron inmortalizados en celuloide por Orson Welles, en la misma Playa de Mucuripe donde hoy recibimos a nuestros realizadores. En 1941, estos humildes héroes viajaron de Fortaleza a Rio de Janeiro en una frágil embarcación a vela, para reclamar frente a Getúlio Vargas por la pensión de los pescadores. Reconocidos por la lente de un extranjero, Jacaré, Tatá, Mané Preto y Maestro Jerónimo, los corajosos tripulantes de la jangada São Pedro, entraron en la historia del cine y de las luchas de los trabajadores.
Nuestro siglo abrió con fuertes conflictos en todo el mundo. Nuestro continente todavía se debate con problemas que se remontan a la conquista de América. Las luchas sociales se han transformado en el curso de la historia, en un mundo que cambia con la velocidad de las nuevas tecnologías. Los cineastas comprometidos en esa batalla, en esa guerra por otros medios, revelan nuestro mundo como vivencia y memoria, y también como futuro. Un futuro más pleno para América Latina.
El Festival tiene el orgullo de recibir patrocinadores y convidados, colegas y amigos, para nuestra 22ª edición. Bienvenidos a Fortaleza, disfrutemos de este cine pocos grados por debajo de la Línea del Ecuador.
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